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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Adolescente é flagrado transportando OXI em ônibus


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na noite deste domingo (5), 345 gramas de oxi na BR-369, em Ubiratã, região centro-ocidental do Paraná. A droga estava com um adolescente de 17 anos, passageiro de um ônibus que seguia viagem de Foz do Iguaçu para o Rio de Janeiro. Esta é a primeira apreensão de oxi realizada pela PRF no Paraná. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil de Ubiratã.

De acordo com informações da PRF, o adolescente levava a droga na bagagem de mão e, além do oxi, também transportava 50 gramas de maconha. Ele já havia sido internado em São Paulo, por transportar drogas, e disse aos policiais que pretendia revender o oxi no município de Limeira, em São Paulo.

Primeira apreensão de oxi

A primeira apreensão de oxi no Paraná foi feita em 24 de maio, em Umuarama, na região Noroeste do estado. A Polícia Militar prendeu dois traficantes com 614 gramas de oxi em um ônibus de linha na PR-323, no trevo conhecido como Gauchão. O ônibus fazia a linha Guaíra-Londrina.

Segundo a polícia, a droga seria levada para Apucarana, região Norte do estado, e seria transformada em aproximadamente 1,5 mil pedras.

Oxi: mais perigoso que o crack

O oxi e o crack são subprodutos da cocaína. A principal diferença entre as duas drogas está nas substâncias usadas no preparo. Enquanto na produção do crack são utilizados bicarbonato de sódio e amoníaco para oxidar o pó da folha de coca, no processo que resulta no oxi predominam querosene e cal virgem.

Com produtos mais baratos, o custo de produção cai. Vendido pela metade do preço do crack, o oxi tem maior poder de infiltração nas camadas mais pobres. A droga é produzida na Bolívia e no Peru.

Fonte: JL

domingo, 1 de maio de 2011

Mais devastador e barato que crack, oxi chega a SP



Mais destrutivo e viciante do que o crack, o oxi chegou à cracolândia. As pedras, que são vendidas por R$ 2, cinco vezes menos do que o crack, matam um terço dos viciados já no primeiro ano de uso. Especialistas dizem que a nova droga deve agravar ainda mais os problemas de saúde pública na Luz, região central, onde centenas de dependentes químicos vagam dia e noite.

As pedras de oxi são feitas de pasta base de cocaína acrescida de cal virgem, querosene ou gasolina, ingredientes mais baratos e corrosivos do que o bicarbonato de sódio e o amoníaco, que compõem o crack. Segundo especialistas, assim como o crack, o oxi é capaz de viciar nas primeiras vezes em que é consumido.

Entre os dependentes que circulam pela cracolândia, o oxi é conhecido como "a pedra de R$ 2". O comércio de drogas nas proximidades da Estação Júlio Prestes é livre, a qualquer hora do dia ou da noite, como em uma feira livre com mais de 150 pessoas. As pedras de R$ 2 surgem em pequena quantidade nas mãos dos traficantes, que também são usuários e fazem a venda para sustentar o próprio vício.

Na Rua Helvétia, há também uma feira do rolo, onde viciados negociam roupas usadas, tênis, produtos eletrônicos e até objetos sem valor aparente em um escambo frenético, sempre tendo a obtenção das pedras como objetivo final. Lá, o oxi é oferecido aos gritos de "pedra de R$ 2!". A droga é uma opção ao crack, cuja pedra custa R$ 10 e permanece no topo da preferência dos "noias". Assim são chamados os dependentes de droga da região, que reagem de forma agressiva. Confundido com policial à paisana, o repórter do Estado foi agredido por um grupo de usuários na última semana.

As apreensões realizadas na cracolândia ainda não foram capazes de detectar o oxi, mais por questão de método do que por falta da droga no mercado. "No exame do Instituto de Criminalística, dá positivo para cocaína. Como é em pedra, fica caracterizado como crack, mas também pode ser oxi", afirma o diretor da Divisão de Educação e Prevenção do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc), Reinaldo Correa.

A partir de agora, as pedras apreendidas serão testadas também para oxi. Há indícios de que 60 quilos de crack apreendidos em março na capital sejam, na verdade, oxi. Amostras foram queimadas e restou óleo, característica da nova droga.

Mudança

Para especialistas, oxi deve ganhar espaço entre usuários de crack. "Se oferecer àqueles que já estão na sarjeta algo mais barato e poderoso, a aceitação será maior. O serviço municipal de saúde está rendido e ficará em situação ainda pior", diz Ronaldo Laranjeira, psiquiatra e especialista em dependência química.

Nas ruas, o oxi deixa um rastro degradante, que começa pelos resíduos de querosene nos cachimbos e avança até o vômito e a diarreia persistentes, algumas das diferenças em relação aos efeitos do crack. "Causa um isolamento e eles (os dependentes) têm "barato" até na própria sujeira", diz Correa, do Denarc.

Fonte: Bonde - Agência Estado