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quarta-feira, 23 de março de 2011

Secretário do Ambiente é alvo de tiros durante interdição de fábrica

A interdição de uma fábrica de casas de cachorros, na zona oeste de Londrina, quase terminou em tragédia nesta manhã de quarta-feira (23). Uma pessoa atirou quatro vezes na direção do secretário municipal do Ambiente, José Novaes Faraco. Nenhum dos tiros atingiu o secretário.

Na mesma ação, a Sema proibiu uma família de realizar o trabalho de reciclagem em um terreno próximo a fábrica. Segundo o secretário, a área era muito grande, por isso não deu para ver de onde partiram os tiros. “Eles tentam intimidar, mas não vamos encerrar o trabalho. Vamos continuar em cima das irregularidades. Os tiros passaram perto, mas por sorte ninguém ficou ferido”, disse.

A fábrica de casas de cachorros fica localizada às margens da BR-369, próximo a Ibiporã, e estava despejando restos industriais em um córrego que corta a Vila Marízia, zona leste.

Faraco disse que a empresa já havia sido notificada para suspender o crime ambiental, contudo nenhuma readequação foi feita. “Faz tempo que estamos pedindo para que a família que mora no local suspendesse a atividade industrial”, disse.

O secretário afirmou que restos de tocos de madeira, colchões e plásticos utilizados na fabricação das casinhas foram localizados no córrego. A Sema também proibiu a comercialização de animais que ocorria na empresa.

Já a família, com 13 pessoas, terá 30 dias para desocupar a área. Contudo, ela está proibida de manter materiais reciclados no local. “Esse será o tempo para a Cohab (Companhia de Habitação) arrumar um local para levar essa família.”

segunda-feira, 21 de março de 2011

SEMA promete rigor contra poluidores em Londrina

O secretário municipal do Ambiente, José Faraco, discutiu com empresários o crescente mau cheiro provocado pelas industriais da região sul da cidade. A reunião ocorreu na sede da secretaria na tarde desta segunda-feira (21). "Meu compromisso com o prefeito é cuidar da área ambiental. Poderíamos estar aplicando multas, mas preferi estabelecer o diálogo com os industriais, pois o diálogo é a melhor forma de se conduzir a situação, para que os resultados sejam expressivos", enfatizou.

Inspeção constatou que todas as empresas estão irregulares. "Todas as empresas precisam tomar medidas, para melhorar a condição ambiental da região, umas em maior proporção do que outras, disse.

As indústrias da região sul terão até o dia 31 deste mês para apresentar um estudo de impacto ambiental, que apresente os problemas provocados pela empresa e medidas necessárias para resolvê-los. Depois de apresentado o estudo, as empresas discutem um prazo, no máximo de 60 dias, para as adequações.

Fonte: BONDE