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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Morre Zeferino Pasquini, um guerreiro do Tubarão

O ex-goleiro do Londrina Esporte Clube, Zeferino Pasquini, morreu na tarde deste domingo (24) aos 74 anos, em decorrência de complicações no coração, após vários dias internado na Santa Casa de Londrina.

O velório acontece na capela 2 da Acesf e o sepultamento será na cidade natal de Zeferino, no município de São Manoel, no interior de São Paulo. Segundo a Acesf, o translado sairá às 10h30 de hoje.

Por dez anos, Zeferino foi goleiro do Tubarão. Depois se tornou treinador do clube, onde permaneceu por vários anos. Ele inciou sua carreira aos 17 anos no Sport Club Corinthians Paulista. Além de sua passagem pelo Londrina, ele atuou em vários outros clubes, entre eles o Coritiba Foot Ball Club, o Clube Atlético Paranaense e Portuguesa Santista.

Ele adminsitrava o Estádio do Café há mais de 30 anos e ficou conhecido como o guardião do estádio.

Homenagem

O ex-atleta e ex-treinador de goleiros do Londrina Esporte Clube (LEC), Zeferino Pasquini, foi homenageado em novembro de 2009 pela dedicação de mais de 50 anos ao principal clube da cidade e ao esporte local. O ex-atleta ganhou placas de reconhecimento do prefeito Barbosa Neto e do reitor da UEL (na época), Wilmar Marçal.

Pasquini é uma das figuras mais populares do futebol local. Começou sua carreira na década de 1950 atuando como goleiro no Londrina e com passagens em grandes times, como o Corinthians. Porém foi no LEC que o atleta se notabilizou como jogador profissional e, mais tarde, nas décadas de 1970 e 1980, como treinador de goleiros.

segunda-feira, 28 de março de 2011

#M1TO - 100 vezes Rogério Ceni



Não considero Rogério Ceni o melhor jogador da história do São Paulo.
Os mais jovens talvez não se lembrem, mas já vestiram a mesma camisa atletas como Leônidas da Silva, Zizinho, Pedro Rocha, Gérson, Careca, Müller… Mas uma coisa não há como discutir: ele é o maior ídolo que a história do clube já conseguiu produzir. E certamente há poucos casos no futebol mundial de uma ligação tão forte como a que o une ao clube e à sua torcida.
Excelente goleiro, entre os melhores de sua geração, com certeza Rogério Ceni não imaginou, nem mesmo nos seus sonhos mais otimistas, quando marcou seu primeiro gol de falta, em Araras, em 15 de fevereiro de 1997, contra o União São João, que chegaria à histórica marca atingida ontem: 100 gols. Que se transformaria num dos artilheiros da história tricolor. Mais: mesmo que tivesse tido a chance de escrever o enredo ideal para o centésimo, não teria descrito de maneira tão espetacular como a que teve a chance de viver na tarde do 27 de março de 2011. De falta, como revelou que preferia, provavelmente porque o grau de dificuldade é maior, dando a vitória ao São Paulo, num jogo que quebrou um tabu de pouco mais de quatro anos e justamente contra aquele que hoje é considerado pela torcida como o maior rival, o Corinthians.
Situações polêmicas ou declarações infelizes ao longo da carreira ficam para trás. Quem não as teve? O momento é de reverenciar uma carreira de amor e dedicação a um clube, lembrar as conquista quase todos os títulos possíveis, as passagens pela seleção brasileira, a identificação com a massa torcedora, a utilização positiva da era midiática como a que vivemos, a sedução de tanta gente para o futebol e para as cores do clube.
Neste momento, em que ainda consegue jogar em alto rendimento com seus 38 anos de idade, Rogério provavelmente tem ainda planos ambiciosos. Por exemplo, tentar outra marca: mil jogos pelo São Paulo. Depois, quem sabe, de terno e gravata, transformar-se em presidente. Ambição, talento e disposição não faltam.
Parabéns, Rogério! Como disse ontem o grande narrador do Sportv, Jota Júnior, essa é daquelas marcas que provavelmente nunca qualquer outro goleiro conseguirá sequer chegar perto. Bater, jamais!

Com a devida Vênia coloco aqui as palavras de Milton Leite.