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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Jovem morre após livrar namorada de atropelamento em SP


Foto: Hélio Torchi/AE


Uma van desgovernada matou um rapaz de 18 anos atropelado na madrugada desta sexta-feira (17), na Travessa Edson Machado, no Jardim Clíper, região de Cidade Dutra, na Zona Sul da capital paulista. Ao ver o veículo descendo na direção dele e da namorada, Sérgio Augusto Martins de Oliveira Barros ainda conseguiu empurrar a jovem para longe do veículo. Ela sofreu apenas ferimentos leves.

Segundo testemunhas, o condutor do veículo e um colega bebiam cerveja do lado de fora do veículo e resolveram ir embora. Ao entrar na Towner azul e descer a ladeira, o motorista teria perdido o controle do carro. Segundo testemunhas, nem chegou a frear.

Sérgio Augusto foi atropelado e prensado contra um muro. Mesmo atendido no pronto-socorro do Grajaú, também na Zona Sul, o rapaz não resistiu e morreu.

O condutor da Towner, segundo testemunhas, apresentava sinais de embriaguez e fugiu para não ser linchado. Minutos depois, foi localizado por um primo em uma farmácia. Após ser atendido na Santa Casa de Santo Amaro, foi levado ao 85º Distrito Policial, do Jardim Mirna.

Fonte: G1/São Paulo - de Agência Estado.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Motorista é detido por embriaguez após acidente

Um motorista se feriu e outro acabou detido após uma colisão frontal na noite de ontem (15), na PR-456, próximo a Pitanga (88 km ao norte de Guarapuava). Por volta das 19h40, na altura do quilômetro 7, dois Unos bateram de frente.

Com ferimentos, o motorista de um dos veículos, Valdemar de Almeida, 39 anos, foi atendido e levado para um hospital. Já o motorista do outro, Vanderlei Vizentin, 34, foi detido por embriaguez após realização do teste do bafômetro. Ele foi encaminhado para a delegacia de Pitanga para as medidas cabíveis.

Fonte: Redação Bonde

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Homem embriagado quebra poste em colisão e tenta fugir

Um homem de 38 anos quebrou um posto ao se envolver em um acidente na avenida Robert Koch, no jardim Tarumã, zona leste de Londrina na madrugada desta quinta-feira (22). Segundo informações da Polícia Militar, Ronaldo Silva Soares teria brigado com a amásia e ido até um bar.

Depois de ingerir bebida alcoólica o rapaz saiu com um veículo Monza e acabou batendo em um Corsa e colidindo contra um poste em seguida. Com o impacto o poste acabou quebrando completamente e uma equipe da Copel precisou ser acionada.

Após o acidente, o rapaz tentou fugir do local, mas foi detido por populares. Apesar do impacto, a vítima não precisou ser atendida pelo Siate. Ronaldo admitiu ter ingerido bebida alcoólica e deve responder pelas ingrações de direção perigosa, embriaguez ao volante e danos ao patrimônio público e privado.

fonte: Redação Bonde

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Médica deixa carro com manobrista e é avisada sobre acidente com mortes


Foto: divulgação da polícia civil

Um manobrista de um estacionamento particular em Higienópolis, bairro nobre na região central de São Paulo, recebeu o carro de uma médica que trabalha na Avenida Angélica, mas, em vez de guardá-lo, acabou “emprestando” o veículo a dois amigos que queriam ir a Caieiras, na Grande São Paulo, na noite deste sábado (29). O que parecia uma irregularidade sem maiores consequências, já que a dona do veículo estava de plantão até domingo (30) e provavelmente não ia desconfiar de nada, se tornou uma tragédia irreparável. Um dos colegas do manobrista que dirigia o Kia Carens da pediatra teria feito uma conversão proibida na Estrada Velha de Campinas ao tentar ultrapassar uma carreta, que momentos antes havia derrapado e batido na lateral de um Fiat Palio Weekend. Ao fazer o contorno, o Kia teria ido para a contramão e colidido, de frente, com o Palio, que seguia no sentido correto.
Dentro do Palio estavam as jornalistas Ligia Maria Celeguim Tuon e Denise Pimentel Spera, ambas com 25 anos, e o professor de informática Bruno Tuon Perim, de 27. Denise e Bruno morreram por causa da colisão. Ela era a condutora. Bruno estava no banco de passageiros e era primo de Ligia. As vítimas foram sepultadas no domingo em Caieiras.

“Quando o delegado me ligou, estava no hospital atendendo uma criança em crise. Fiquei e ainda estou chocada realmente. Não sei o que dizer. Não sei o que passou na cabeça desse funcionário que tirou o carro de alguém. O estacionamento está me dando toda a assistência. Disseram que vão arcar com as despesas. Deu perda total. Mas o pior está do outro lado. Fico com pena dessas famílias que perderam seus filhos", afirmou a médica proprietária do Kia. Ela só aceitou falar com o G1 sob a condição de que seu nome não fosse divulgado.

"A gente sempre deixa o carro achando que ele está seguro. Agora terei de rever onde deixo meu carro. O estacionamento fica perto do trabalho. Trabalho lá há dois anos e nunca havia tido qualquer problema até agora”, afirmou.

Sobrevivente
A jornalista Ligia Maria Celeguim, única sobrevivente do Fiat, afirma que estava chovendo na hora do acidente e que a curva era muito perigosa. "Eu estava no banco da frente. Eu vi a carreta desarticulando em ‘L’, derrapou para nosso lado. Teve várias pancadas violentas. Para mim nem tinha outro carro participando do acidente. O motorista do caminhão parou um pouco à frente. Ele não me resgatou nem aos outros. Fiquei bastante machucada. Fiquei com labirintite. Lesionei o pulmão direito. O cinto queimou meu ombro e a barriga. Estou com bastantes escoriações. Eu não sei dizer se foi falha do motorista do caminhão ou do outro carro que bateu depois no veículo onde eu estava.”.

“Espero que haja justiça com o que ocorreu com minha filha, que os culpados respondam pelos atos errados que fizeram. Esses indivíduos que pegaram um carro indevidamente de uma médica em São Paulo e foram para Caieiras têm de responder pelo furto do veículo e pela morte da minha filha e do amigo dela”, disse Waldemar Spera, pai de Denise, que autorizou o G1 a divulgar a foto da filha.

A mulher dele, Vânia Spera, escreveu uma carta em memória da filha do casal, Denise. "No dia 30 de junho de 1986 Deus te colocou no mundo e no dia 8 de julho ganhei o presente mais valioso que o ser humano pode ganhar. Foi aquela “rosa” com olhinhos azuis, cabelinhos de fios de ouro, clarinha como a neve. Foi assim que te vi pela primeira vez. Desde este momento minha vida se transformou, foram só grandes conquistas, grandes realizações, momentos surpreendentes, tudo, tudo que o ser humano pede a Deus, e eu fui beneficiada com essa graça de receber de Deus a minha Denise", escreveu, em um dos trechos.

Formada em jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, Denise havia feito curso de inglês em Londres e estava trabalhando como consultora de marketing em uma empresa na capital paulista. “Ela era uma filha dedicada, não se cansava de estudar”, afirmou Waldemar, que analisa a possibilidade de entrar com algum processo contra o estacionamento onde trabalha o manobrista que “cedeu” o carro da cliente irregularmente para as pessoas que participaram do acidente com a carreta que resultou na morte de Denise e Bruno.

Investigação
O caso foi registrado na Delegacia do Centro de Caieiras. O manobrista Jhonatan Paulino Alves dos Santos, de 22 anos, seus amigos, Higor Costa Araújo e Nivaldo Castro, que estavam no Kia, e o motorista do caminhão, José Benedito dos Santos Filho, de 38 anos, foram responsabilizados individualmente pela Polícia Civil.

O manobrista Jhonatan foi indiciado nesta segunda-feira (31) por apropriação indébita por ter pego o carro da médica e entregue sem autorização dela aos dois colegas. Em depoimento à polícia, ele disse que os amigos queriam ir para uma festa em Caieiras.

Higor, que conduzia o Kia, e José Benedito, motorista da carreta, foram acusados pela polícia por homicídio culposo na direção de veículo automotor. Higor e Nivaldo ainda estão sendo responsabilizados por fugir do local do acidente sem prestar socorro às vítimas.

Como o caso envolve um crime culposo, sem intenção, a polícia não pediu a prisão dos investigados. Todos vão responder aos crimes em liberdade. Numa eventual condenação, a pena para cada um pode chegar até seis anos de prisão.

"Decidimos responsabilizar os dois motoristas pelas mortes. Ainda aguardamos laudos da perícia técnica que irá indicar outros detalhes sobre o acidente que serão incluídos no inquérito, como velocidade do Kia e do caminhão. E também saber quem atingiu primeiro o Fiat da jornalista", disse o delegado Fábio Lopes Cenachi, da Delegacia Central em Caieiras. Segundo ele, o motorista do caminhão não apresentava sinais de embriaguez e, por isso, não realizou nenhum exame de dosagem alcoólica. Já o condutor do Kia fugiu no sábado e só reapareceu um dia depois e, por esse motivo, também não passou pelo teste do bafômetro.

O advogado Nelsimar Pincelli, que defende Jhonatan, afirmou que seu cliente não irá falar com a imprensa sobre o caso. Em sua defesa, ele informou que o manobrista afirmou à polícia que emprestou o automóvel para os colegas. “Meu cliente tem acesso aos carros e acabou por uma infelicidade emprestando o carro de terceira pessoa para um conhecido dele. Ele está arrependido. Ele emprestou alguma coisa que não era dele. Ele jamais poderia prever esse tipo de evento. Foi demitido.”

O que diz o estacionamento
O manobrista Jhonatan trabalhava no estacionamento Rit, que fica na Avenida Angélica. O G1 procurou a assessoria de imprensa da AllPark Estacionamento, razão social do local, para comentar o assunto, que divulgou uma nota a respeito:

"Em esclarecimento sobre o furto de veículo ocorrido em garagem administrada pela Estapar, no dia 29 de outubro de 2011, a empresa informa: Ao tomarmos ciência de que o veículo da cliente havia sido furtado, imediatamente tomamos todas as providências necessárias para esclarecer os fatos. Desde o primeiro momento, oferecemos total suporte a cliente e nos responsabilizamos integralmente pelo ressarcimento do veículo, cuja reposição está sendo providenciada. Diante do sinistro, todas as providências administrativas foram tomadas pela Estapar. Os demais fatos acontecidos após o furto do veículo foram ocasionados por terceiros e cabe às autoridades competentes investigar e punir os eventuais culpados."

O G1 não conseguiu localizar Higor, Nilvado e José para falar sobre o caso. Em depoimento à polícia, os rapazes que estavam no Kia deram uma versão diferente da do manobrista e do motorista do caminhão. Segundo os amigos de Jhonatan, eles queriam o carro emprestado para levar uma criança a Caieiras. Sobre o acidente, eles disseram que a carreta estava atravessada na pista e o automóvel onde eles estavam bateu em seguida nela. Como eles estavam com uma criança dentro do carro e o veículo não era deles, fugiram.

Mas o condutor do caminhão disse que foi o Kia que colidiu com o Fiat, que, posteriormente, esbarrou no “cavalo” do seu veículo.

Fonte: G1.globo.com

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Juristas querem mais rigor no Código Penal para motorista que bebe e mata

Juristas paulistas querem aproveitar a revisão do Código Penal para tornar mais rigorosa a punição para quem dirige embriagado e mata no trânsito. Dois dos 16 convidados para integrar a comissão de reforma da legislação, que será instituída hoje no Senado Federal, a procuradora Luiza Nagib Eluf e o professor de Direito Penal Luiz Flávio Gomes defendem pena mais dura para motoristas bêbados até quando não há acidente.

"No Código de Trânsito, dirigir embriagado já leva a punição. Mas, em caso de acidente que provoque lesão corporal ou morte, a pena tem de ser mais severa do que a prevista para crime culposo (sem intenção). É isso o que a sociedade espera de nós da Comissão de Reforma Penal. A população quer que o Código a proteja da irresponsabilidade, da bandidagem, da violência", diz Luiza.

Uma das propostas, segundo Gomes, é que a embriaguez se torne qualificadora do crime de homicídio. "Por aqui está faltando o que na Europa é classificado como direção temerária de maneira abusiva, como para quem trafega na contramão em rodovias, por exemplo. Em vez de 2 a 4 anos de prisão, a pena subiria para 4 a 8 anos de reclusão."

Punição semelhante foi defendida no sábado pelo presidente da Comissão de Trânsito da OAB - SP, Marcelo Januzzi, durante caminhada contra a impunidade no trânsito que reuniu cerca de 150 pessoas no Alto de Pinheiros. Mesmo sob chuva, manifestantes marcharam em silêncio em homenagem às vítimas e lançaram campanha para recolher assinaturas e mudar a atual legislação por meio de projeto de lei. A ideia é que legistas acompanhem blitze da lei seca para que se garanta a prova do crime: a discussão sobre a legalidade do bafômetro segue no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para o engenheiro Eduardo Daros, da Associação Brasileira de Pedestres, motorista bêbado em excesso de velocidade deve receber da Justiça o mesmo tratamento dado a "assassino". Já o senador Pedro Taques (PDT/MT), autor da proposta que criou a Comissão de Reforma Penal, acha que os assuntos terão de ser discutidos com calma. "Quando o Código Penal foi escrito, em 1940, a sociedade era sobretudo rural. Hoje, é o contrário. O número de mortes em razão de excesso de velocidade e embriaguez dos motoristas é assustador."

Polêmica. "Acho essa discussão muito importante, porque cada dia mais vemos acidentes provocados por motoristas alcoolizados, dirigindo em velocidade acima da permitida, atropelando pessoas em cima da calçada ou provocando choques com mortos", resume Luiza.

E a controvérsia vai além. Decisão recente do STF entendeu que motorista paulista que dirigia embriagado e matou uma pessoa não deveria responder por homicídio doloso (com intenção). A condenação do condutor foi desqualificada e o réu vai responder por homicídio culposo. A decisão contraria sentençados anos 1990 do mesmo tribunal.

"O Ministério Público estava denunciando como homicídio doloso. Mas veio a decisão do STF dizendo que não é o caso. Precisamos agora de penas mais severas para evitar que continuem ocorrendo essas mortes", diz Luiza, lembrando que, se (acidentes com morte) são enquadrados como homicídio culposo, a pena é pequena e motorista não vai para a prisão - é punido, no máximo, com pena alternativa.

DUAS PERGUNTAS PARA

Luiz Flávio Gomes, professor de Direito Penal

Que pontos o senhor considera que devem ser mudados?

Há muitas lacunas. Por exemplo, o conceito de crime organizado não existe. O de cola eletrônica feita por vestibulandos, também não. Os crimes informáticos puros também não estão definidos no Código e, portanto, necessitamos incluí-los. O delito de terrorismo da mesma forma não está previsto. Veja que são pontos-chave, de muita urgência. Por outro lado, alguns delitos já presentes precisam ter uma revisão da forma como estão descritos e suas penas, como é o caso da formação de quadrilha ou bando.

O senhor acredita que haverá revisão do tempo máximo de pena aplicado no País (30 anos)?

Não, porque não acreditamos que esta seja a solução do problema da criminalidade. A solução está nas medidas preventivas, que são o caminho correto. Não dá para confiar apenas na repressão.

Fonte: Luísa Alcalde - Jornal da Tarde

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Condutor bêbado bate em carros e invade bar em Londrina

O condutor de um veículo GM Astra, José Carlos Fortunato de Paula, 40 anos, por pouco não causou um acidente de grandes proporções por volta 21h30 desta quarta-feira (6) na Rua Carmen Miranda, na zona norte de Londrina.

Ele perdeu o controle de seu carro e bateu em outros cinco veículos que estavam parados do lado esquerdo da rua: um Fiat Brava, um Fiat Fiorino, um Fiat Uno, um Ford Fiesta e uma motocicleta Honda.

Em seguida, o Astra invadiu o bar, batendo contra uma parede, um suporte de ferro, televisão, mesas e cadeiras. "Por sorte, ninguém se feriu. O bar estava pronto para receber torcedores que iam assistir o jogo de ontem à noite, mas pouca gente havia chegado", relatou o sargento Valdemir Figueiredo, da Companhia de Trânsito.

José Carlos foi submetido ao teste do bafômetro, que acusou presença de 0,57 microgramas de álcool por litro de ar expelido. "Ele foi preso em flagrante", disse Figueiredo, acrescentando que o motorista não era habilitado.

Fonte: Loriane Comeli - Redação Bonde