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quinta-feira, 9 de maio de 2013
Cartão para tratamento de usuário de crack custará R$ 4 milhões mensais
O governo paulista lançou na manhã desta quinta-feira (9) o cartão Recomeço, para o pagamento de clínicas especializadas na recuperação de usuários de drogas. O cartão terá um crédito de R$ 1.350 mensais para o pagamento dos abrigos e unidades terapêuticas. As famílias dos viciados poderão escolher em que unidade eles serão internados. O benefício começará a será distribuído em 60 dias.
Segundo o governo estadual, o cartão Recomeço custará R$ 4 milhões mensais. Ele terá validade de 180 dias - que não pode ser renovável. De acordo com o governo estadual, esse tempo é considerado adequado para recuperação. O benefício será direcionado a maiores de 18 anos.
"[A droga] É uma doença crônica, reincidente. Não pode-se achar que vai curar em 45 dias", disse o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Ele informou que o edital para selecionar as clínicas que serão credenciadas será lançado na semana que vem.
O edital para as clínicas se credenciarem deve ser lançado nos próximos dias pelo governo. Clínicas em 11 cidades poderão participar: Diadema, Sorocaba, Campinas, Bauru, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, São José dos Campos, Osasco, Santos e Mogi das Cruzes.
As cidades foram escolhidas de acordo com o tamanho da rede de referência em assistência social e saúde e a localização nas regiões polo.
"Vão ser exigidas delas [entidades] protocolos de serviços a serem prestados, RH [recursos humanos] mínimos, assitentes sociais, psicólogos, oficineiros, além de um nível de instalação fiscalizada pelo estado e habilitada pelo programa", afirmou o secretário estadual de desenvolvimento social Rodrigo Garcia. Para o secretário, será fundamental a existência de atividades profissionais nas unidades terapêuticas. De acordo com o governador, critérios como experiência na área e boa distribuição geográfica serão adotados para a escolha das entidades credenciadas.
A ideia do programa é conceder um cartão para os dependentes que aceitarem o tratamento voluntariamente. Ao apresentar o cartão nessas unidades, o usuário receberá o tratamento e o dinheiro será repassado do governo de São Paulo diretamente para a clínica credenciada. Inicialmente, serão atendidos 3 mil dependentes químicos.
Há cerca de um ano, a Prefeitura de São Paulo e o governo estadual intensificaram as ações contra o crack no Centro da capital paulista, na chamada Cracolândia. O Programa de Enfrentamento ao Crack na cidade foi lançado em janeiro pelo governador. No entanto, a capital paulista não será beneficiada pelo programa.
"A Cracolândia, talvez, seja a região que tenha mais possibilidade de assistência, são mais de 240 vagas. O problema na Cracolândia é como tirar essas pessoas da rua", disse o coordenador do Programa Recomeço, o professor Ronaldo Laranjeira, sobre a dificuldade em convencer os usuários saírem do local.
Segundo o coordenador do Programa Recomeço, o professor Ronaldo Laranjeira, o programa de enfrentamento ao crack de São Paulo é mais bem definido que em países avançados. "Ainda falta bastante, ainda temos muito o que fazer, mas temos um eixo", disse. Segundo ele, São Paulo serve de modelo para o paí no combate as drogas. Laranjeiras é professor da Unifesp especialista em álcool e drogas.
Beneficiados
Os critérios de escolha dos usuários beneficiados com o cartão serão definidos pelos municípios, baseados nas necessidades de tratamento dos usuários de drogas. Segundo o coordenador do programa, não importa a classe social do paciente.
A seleção será feita pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do município, que irá encaminhar os usuários para essas unidades terapêuticas. Os recursos dos cartões serão disponibilizados nas unidades sociais que receberão o repasse da verba feita pelo governo.
Os menores de idade não serão beneficiados pelo programa inicialmente, já que segundo o governo o Estatuto da Criança e do Adolescente não permite que os adolecentes fiquem no mesmo espaço que os maiores de 18 anos. Apesar disso, Laranjeira disse que eles não foram excluídos. "Menores de idade poderão ser atendidos em moradias assistidas criadas somente para esse público."
Fonte: Publicado por Olhar Direto (extraído pelo JusBrasil)
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Advogado adia depoimento de jovem que atropelou criança com jet ski
O advogado Maurimar Bosco Chiasso, que defende o adolescente suspeito de atropelar e matar com um jet ski a menina Grazielly Almeida Lames, de 3 anos, afirmou que seu cliente não prestará depoimento nesta quinta-feira (24) na delegacia de Bertioga, no litoral paulista, como previsto. Ele atribuiu a decisão de adiar o depoimento ao assédio da imprensa. "Não há condição de esse jovem ser ouvido em face de tamanho assédio", afirmou.
O advogado disse que o adolescente e os pais dele serão ouvido posteriormente. "Ninguém está se subtraindo a responsabilidade alguma", afirmou Chiasso. Os pais da garota chegaram para prestar depoimento às 14h. Por volta das 15h, ainda não haviam deixado a delegacia.
O acidente aconteceu no sábado de carnaval, na Praia de Guaratuba, em Bertioga. Segundo testemunhas, o adolescente pilotava o jet ski em alta velocidade quando atingiu Grazielly. Ela brincava na areia perto da mãe e foi socorrida pelo helicóptero da Polícia Militar, mas já chegou sem vida ao Hospital Municipal de Bertioga. O advogado José Beraldo, que defende os interesses da família da vítima, diz que vai pedir indenização e a internação do adolescente na Fundação Casa. O advogado da família do suspeito, por sua vez, afirma que o garoto não pilotava o jet ski. Alega que ele só deu a partida sem saber como funcionava o equipamento.
Segundo o delegado Marcelo Rodrigues, foi instaurado inquérito para apurar homicídio culposo (sem intenção de matar). Caso fique comprovado que algum adulto autorizou o adolescente a guiar o jet ski, ele poderá responder ao crime por ter assumido o risco de matar ao permitir que um menor de idade pilotasse a embarcação. Como é menor de 18 anos de idade, o garoto poderá responder a um ato infracional pela morte de Grazielly, segundo determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Fonte: Letícia Macedo Do G1 SP
O advogado disse que o adolescente e os pais dele serão ouvido posteriormente. "Ninguém está se subtraindo a responsabilidade alguma", afirmou Chiasso. Os pais da garota chegaram para prestar depoimento às 14h. Por volta das 15h, ainda não haviam deixado a delegacia.
O acidente aconteceu no sábado de carnaval, na Praia de Guaratuba, em Bertioga. Segundo testemunhas, o adolescente pilotava o jet ski em alta velocidade quando atingiu Grazielly. Ela brincava na areia perto da mãe e foi socorrida pelo helicóptero da Polícia Militar, mas já chegou sem vida ao Hospital Municipal de Bertioga. O advogado José Beraldo, que defende os interesses da família da vítima, diz que vai pedir indenização e a internação do adolescente na Fundação Casa. O advogado da família do suspeito, por sua vez, afirma que o garoto não pilotava o jet ski. Alega que ele só deu a partida sem saber como funcionava o equipamento.
Segundo o delegado Marcelo Rodrigues, foi instaurado inquérito para apurar homicídio culposo (sem intenção de matar). Caso fique comprovado que algum adulto autorizou o adolescente a guiar o jet ski, ele poderá responder ao crime por ter assumido o risco de matar ao permitir que um menor de idade pilotasse a embarcação. Como é menor de 18 anos de idade, o garoto poderá responder a um ato infracional pela morte de Grazielly, segundo determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Fonte: Letícia Macedo Do G1 SP
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Justiça decreta prisão temporária de suspeito de matar jogadora de vôlei
A Justiça decretou a prisão temporária do filho da jogadora de vôlei Maria Aparecida Galasso, de 53 anos, assassinada a facadas, no sábado (11), no apartamento da família, em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo. O estudante de direito de 22 anos confessou à polícia na quinta-feira (16) que participou do assassinato da mãe.
Em sua primeira versão sobre o caso, o jovem havia dito à polícia que foi vítima de um assalto e que mãe havia sido esfaqueada ao tentar defendê-lo do ladrão (leia mais abaixo).
O rapaz, que é filho único, teria dito em depoimento que mãe era dominadora, obrigava-o a trabalhar e a estudar, informou a Polícia Civil. No sábado, eles tiveram uma briga porque a mãe o tirou logo cedo da cama para que ajudasse na arrumação do apartamento para onde a família havia se mudado há poucos dias.
“Ele tinha tudo de bom. Tinha uma ótima educação. Era super protegido. Era o filhinho da mamãe”, afirmou Márcia Galasso, cunhada da vítima.
O estudante fez a confissão em depoimento na frente do próprio tio, irmão da jogadora de vôlei. O jovem teria dito que vinha sendo pressionado pela mãe, com quem tinha problemas de relacionamento. As investigações continuam para tentar identificar um homem que teria participado da ação e, no dia do crime, subiu com o estudante para o apartamento.
“Nesta sexta-feira, no interrogatório, ele confessou parcialmente o crime. Mas percebemos contradições desde o primeiro depoimento dele”, disse delegado divisionário Maurício Guimarães, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Outras versões
No dia do assassinato, o jovem havia relatado à polícia que tinha sido abordado por um assaltante na região da Barra Funda e que, em seguida, foi obrigado a seguir para o apartamento onde o criminoso pretendia consumar o roubo. A mãe, então, reagiu ao assalto e acabou morta a facadas, relatou o jovem naquele dia.
Ao ser questionado sobre contradições no depoimento, o estudante acabou confessando o assassinato, mas, mais uma vez, apresentou uma versão “bastante inverossímil”, segundo o delegado.
Na quinta-feira, o jovem também havia dado explicações diferentes. Disse, em depoimento, que conheceu o suspeito na Barra Funda, onde tinha ido comprar drogas naquele dia, e que tinha desabafado com ele, pois estava tendo problemas de relacionamento com a mãe. O suspeito então teria convencido-o a ir para o apartamento e "dar um susto" na mãe, disse o delegado.
Já no apartamento, por volta das 12h50 de sábado (11), a mãe, surpreendida pela dupla, teria questionado o filho da presença do desconhecido em casa, quando foi atingida a facadas, relatou o jovem antes. As demais facadas teriam sido dadas pelo próprio filho. O laudo sobre a causa da morte ainda não foi concluído, mas foram encontradas ao menos 17 facadas, segundo o delegado Luís Fernando Lopes Teixeira, da delegacia de chacinas do DHPP.
Suspeito procurado
Segundo a polícia, testemunhas relataram que o estudante desceu do apartamento às 13h25, todo ensanguentado e dizendo que a mãe havia sido morta. Momento antes, o outro rapaz, desconhecido, já tinha deixado o prédio, com a roupa limpa e asseada.
“Esse rapaz pode ter sido usado como um álibi preventivo. Não dá nem para dizer que ele participou ou que tenha visto o crime. Ele (o estudante) pode ter premeditado tudo. Por isso, aproveito para fazer um apelo para que este rapaz se apresente espontaneamente à polícia se ele considerar que não tem nada a ver com este crime”, afirmou Teixeira.
Outras contradições foram vistas pela polícia nas versões apresentadas pelo jovem. Em um dos depoimentos, ele havia afirmado que levou um carroceiro, que recolhia material reciclável na rua, para conhecer o apartamento. Testemunhas que viram a dupla afirmaram, porém, que o jovem estava bem vestido. Além disso, a descrição feita pelo estudante para o retrato-falado não é a mesma feita pelas testemunhas.
Durante o primeiro interrogatório, o filho da vítima chegou a apresentar uma outra versão para o crime. "Ele começou a dizer que tinha sido abordado por dois homens em uma loja de materiais para construção na marginal (Tietê). Eu falei então: 'Chega! Vamos contar a verdade? Aí, ele tentou outra versão. E cada vez que tentava consertar, diante dos questionamentos, só piorava a situação. Até que ele confessou, mas ainda há pontos que não batem", afirmou o delegado.
Segundo Teixeira, em 2009, os pais registraram um boletim de ocorrência no DHPP por desaparecimento do estudante, quando ele saiu de casa sem dar explicações. O casal é separado desde dezembro de 2011.
Tratamento psiquiátrico
O vendedor autônomo Marco Antônio Galasso, irmão de Maria Aparecida e tio do assassino confesso da mãe, disse, ao deixar a sede do DHPP, no Centro de São Paulo, que a "família inteira está chocada" com a confissão do sobrinho. "Ele vai ter que passar por um tratamento psiquiátrico e vamos deixar que a Justiça decida o destino dele", falou, bastante abalado.
Segundo ele, o rapaz não era usuário de droga e nem tinha motivos para cometer o crime. "Ele tinha de tudo, uma mãe excelente, estudou em bons colégios. Não dá para entender", concluiu.
Fonte: G1 - SP
Em sua primeira versão sobre o caso, o jovem havia dito à polícia que foi vítima de um assalto e que mãe havia sido esfaqueada ao tentar defendê-lo do ladrão (leia mais abaixo).
O rapaz, que é filho único, teria dito em depoimento que mãe era dominadora, obrigava-o a trabalhar e a estudar, informou a Polícia Civil. No sábado, eles tiveram uma briga porque a mãe o tirou logo cedo da cama para que ajudasse na arrumação do apartamento para onde a família havia se mudado há poucos dias.
“Ele tinha tudo de bom. Tinha uma ótima educação. Era super protegido. Era o filhinho da mamãe”, afirmou Márcia Galasso, cunhada da vítima.
O estudante fez a confissão em depoimento na frente do próprio tio, irmão da jogadora de vôlei. O jovem teria dito que vinha sendo pressionado pela mãe, com quem tinha problemas de relacionamento. As investigações continuam para tentar identificar um homem que teria participado da ação e, no dia do crime, subiu com o estudante para o apartamento.
“Nesta sexta-feira, no interrogatório, ele confessou parcialmente o crime. Mas percebemos contradições desde o primeiro depoimento dele”, disse delegado divisionário Maurício Guimarães, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Outras versões
No dia do assassinato, o jovem havia relatado à polícia que tinha sido abordado por um assaltante na região da Barra Funda e que, em seguida, foi obrigado a seguir para o apartamento onde o criminoso pretendia consumar o roubo. A mãe, então, reagiu ao assalto e acabou morta a facadas, relatou o jovem naquele dia.
Ao ser questionado sobre contradições no depoimento, o estudante acabou confessando o assassinato, mas, mais uma vez, apresentou uma versão “bastante inverossímil”, segundo o delegado.
Na quinta-feira, o jovem também havia dado explicações diferentes. Disse, em depoimento, que conheceu o suspeito na Barra Funda, onde tinha ido comprar drogas naquele dia, e que tinha desabafado com ele, pois estava tendo problemas de relacionamento com a mãe. O suspeito então teria convencido-o a ir para o apartamento e "dar um susto" na mãe, disse o delegado.
Já no apartamento, por volta das 12h50 de sábado (11), a mãe, surpreendida pela dupla, teria questionado o filho da presença do desconhecido em casa, quando foi atingida a facadas, relatou o jovem antes. As demais facadas teriam sido dadas pelo próprio filho. O laudo sobre a causa da morte ainda não foi concluído, mas foram encontradas ao menos 17 facadas, segundo o delegado Luís Fernando Lopes Teixeira, da delegacia de chacinas do DHPP.
Suspeito procurado
Segundo a polícia, testemunhas relataram que o estudante desceu do apartamento às 13h25, todo ensanguentado e dizendo que a mãe havia sido morta. Momento antes, o outro rapaz, desconhecido, já tinha deixado o prédio, com a roupa limpa e asseada.
“Esse rapaz pode ter sido usado como um álibi preventivo. Não dá nem para dizer que ele participou ou que tenha visto o crime. Ele (o estudante) pode ter premeditado tudo. Por isso, aproveito para fazer um apelo para que este rapaz se apresente espontaneamente à polícia se ele considerar que não tem nada a ver com este crime”, afirmou Teixeira.
Outras contradições foram vistas pela polícia nas versões apresentadas pelo jovem. Em um dos depoimentos, ele havia afirmado que levou um carroceiro, que recolhia material reciclável na rua, para conhecer o apartamento. Testemunhas que viram a dupla afirmaram, porém, que o jovem estava bem vestido. Além disso, a descrição feita pelo estudante para o retrato-falado não é a mesma feita pelas testemunhas.
Durante o primeiro interrogatório, o filho da vítima chegou a apresentar uma outra versão para o crime. "Ele começou a dizer que tinha sido abordado por dois homens em uma loja de materiais para construção na marginal (Tietê). Eu falei então: 'Chega! Vamos contar a verdade? Aí, ele tentou outra versão. E cada vez que tentava consertar, diante dos questionamentos, só piorava a situação. Até que ele confessou, mas ainda há pontos que não batem", afirmou o delegado.
Segundo Teixeira, em 2009, os pais registraram um boletim de ocorrência no DHPP por desaparecimento do estudante, quando ele saiu de casa sem dar explicações. O casal é separado desde dezembro de 2011.
Tratamento psiquiátrico
O vendedor autônomo Marco Antônio Galasso, irmão de Maria Aparecida e tio do assassino confesso da mãe, disse, ao deixar a sede do DHPP, no Centro de São Paulo, que a "família inteira está chocada" com a confissão do sobrinho. "Ele vai ter que passar por um tratamento psiquiátrico e vamos deixar que a Justiça decida o destino dele", falou, bastante abalado.
Segundo ele, o rapaz não era usuário de droga e nem tinha motivos para cometer o crime. "Ele tinha de tudo, uma mãe excelente, estudou em bons colégios. Não dá para entender", concluiu.
Fonte: G1 - SP
Justiça decreta prisão temporária de suspeito de matar jogadora de vôlei
A Justiça decretou a prisão temporária do filho da jogadora de vôlei Maria Aparecida Galasso, de 53 anos, assassinada a facadas, no sábado (11), no apartamento da família, em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo. O estudante de direito de 22 anos confessou à polícia na quinta-feira (16) que participou do assassinato da mãe.
Em sua primeira versão sobre o caso, o jovem havia dito à polícia que foi vítima de um assalto e que mãe havia sido esfaqueada ao tentar defendê-lo do ladrão (leia mais abaixo).
O rapaz, que é filho único, teria dito em depoimento que mãe era dominadora, obrigava-o a trabalhar e a estudar, informou a Polícia Civil. No sábado, eles tiveram uma briga porque a mãe o tirou logo cedo da cama para que ajudasse na arrumação do apartamento para onde a família havia se mudado há poucos dias.
“Ele tinha tudo de bom. Tinha uma ótima educação. Era super protegido. Era o filhinho da mamãe”, afirmou Márcia Galasso, cunhada da vítima.
O estudante fez a confissão em depoimento na frente do próprio tio, irmão da jogadora de vôlei. O jovem teria dito que vinha sendo pressionado pela mãe, com quem tinha problemas de relacionamento. As investigações continuam para tentar identificar um homem que teria participado da ação e, no dia do crime, subiu com o estudante para o apartamento.
“Nesta sexta-feira, no interrogatório, ele confessou parcialmente o crime. Mas percebemos contradições desde o primeiro depoimento dele”, disse delegado divisionário Maurício Guimarães, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Outras versões
No dia do assassinato, o jovem havia relatado à polícia que tinha sido abordado por um assaltante na região da Barra Funda e que, em seguida, foi obrigado a seguir para o apartamento onde o criminoso pretendia consumar o roubo. A mãe, então, reagiu ao assalto e acabou morta a facadas, relatou o jovem naquele dia.
Ao ser questionado sobre contradições no depoimento, o estudante acabou confessando o assassinato, mas, mais uma vez, apresentou uma versão “bastante inverossímil”, segundo o delegado.
Na quinta-feira, o jovem também havia dado explicações diferentes. Disse, em depoimento, que conheceu o suspeito na Barra Funda, onde tinha ido comprar drogas naquele dia, e que tinha desabafado com ele, pois estava tendo problemas de relacionamento com a mãe. O suspeito então teria convencido-o a ir para o apartamento e "dar um susto" na mãe, disse o delegado.
Já no apartamento, por volta das 12h50 de sábado (11), a mãe, surpreendida pela dupla, teria questionado o filho da presença do desconhecido em casa, quando foi atingida a facadas, relatou o jovem antes. As demais facadas teriam sido dadas pelo próprio filho. O laudo sobre a causa da morte ainda não foi concluído, mas foram encontradas ao menos 17 facadas, segundo o delegado Luís Fernando Lopes Teixeira, da delegacia de chacinas do DHPP.
Suspeito procurado
Segundo a polícia, testemunhas relataram que o estudante desceu do apartamento às 13h25, todo ensanguentado e dizendo que a mãe havia sido morta. Momento antes, o outro rapaz, desconhecido, já tinha deixado o prédio, com a roupa limpa e asseada.
“Esse rapaz pode ter sido usado como um álibi preventivo. Não dá nem para dizer que ele participou ou que tenha visto o crime. Ele (o estudante) pode ter premeditado tudo. Por isso, aproveito para fazer um apelo para que este rapaz se apresente espontaneamente à polícia se ele considerar que não tem nada a ver com este crime”, afirmou Teixeira.
Outras contradições foram vistas pela polícia nas versões apresentadas pelo jovem. Em um dos depoimentos, ele havia afirmado que levou um carroceiro, que recolhia material reciclável na rua, para conhecer o apartamento. Testemunhas que viram a dupla afirmaram, porém, que o jovem estava bem vestido. Além disso, a descrição feita pelo estudante para o retrato-falado não é a mesma feita pelas testemunhas.
Durante o primeiro interrogatório, o filho da vítima chegou a apresentar uma outra versão para o crime. "Ele começou a dizer que tinha sido abordado por dois homens em uma loja de materiais para construção na marginal (Tietê). Eu falei então: 'Chega! Vamos contar a verdade? Aí, ele tentou outra versão. E cada vez que tentava consertar, diante dos questionamentos, só piorava a situação. Até que ele confessou, mas ainda há pontos que não batem", afirmou o delegado.
Segundo Teixeira, em 2009, os pais registraram um boletim de ocorrência no DHPP por desaparecimento do estudante, quando ele saiu de casa sem dar explicações. O casal é separado desde dezembro de 2011.
Tratamento psiquiátrico
O vendedor autônomo Marco Antônio Galasso, irmão de Maria Aparecida e tio do assassino confesso da mãe, disse, ao deixar a sede do DHPP, no Centro de São Paulo, que a "família inteira está chocada" com a confissão do sobrinho. "Ele vai ter que passar por um tratamento psiquiátrico e vamos deixar que a Justiça decida o destino dele", falou, bastante abalado.
Segundo ele, o rapaz não era usuário de droga e nem tinha motivos para cometer o crime. "Ele tinha de tudo, uma mãe excelente, estudou em bons colégios. Não dá para entender", concluiu.
Em sua primeira versão sobre o caso, o jovem havia dito à polícia que foi vítima de um assalto e que mãe havia sido esfaqueada ao tentar defendê-lo do ladrão (leia mais abaixo).
O rapaz, que é filho único, teria dito em depoimento que mãe era dominadora, obrigava-o a trabalhar e a estudar, informou a Polícia Civil. No sábado, eles tiveram uma briga porque a mãe o tirou logo cedo da cama para que ajudasse na arrumação do apartamento para onde a família havia se mudado há poucos dias.
“Ele tinha tudo de bom. Tinha uma ótima educação. Era super protegido. Era o filhinho da mamãe”, afirmou Márcia Galasso, cunhada da vítima.
O estudante fez a confissão em depoimento na frente do próprio tio, irmão da jogadora de vôlei. O jovem teria dito que vinha sendo pressionado pela mãe, com quem tinha problemas de relacionamento. As investigações continuam para tentar identificar um homem que teria participado da ação e, no dia do crime, subiu com o estudante para o apartamento.
“Nesta sexta-feira, no interrogatório, ele confessou parcialmente o crime. Mas percebemos contradições desde o primeiro depoimento dele”, disse delegado divisionário Maurício Guimarães, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Outras versões
No dia do assassinato, o jovem havia relatado à polícia que tinha sido abordado por um assaltante na região da Barra Funda e que, em seguida, foi obrigado a seguir para o apartamento onde o criminoso pretendia consumar o roubo. A mãe, então, reagiu ao assalto e acabou morta a facadas, relatou o jovem naquele dia.
Ao ser questionado sobre contradições no depoimento, o estudante acabou confessando o assassinato, mas, mais uma vez, apresentou uma versão “bastante inverossímil”, segundo o delegado.
Na quinta-feira, o jovem também havia dado explicações diferentes. Disse, em depoimento, que conheceu o suspeito na Barra Funda, onde tinha ido comprar drogas naquele dia, e que tinha desabafado com ele, pois estava tendo problemas de relacionamento com a mãe. O suspeito então teria convencido-o a ir para o apartamento e "dar um susto" na mãe, disse o delegado.
Já no apartamento, por volta das 12h50 de sábado (11), a mãe, surpreendida pela dupla, teria questionado o filho da presença do desconhecido em casa, quando foi atingida a facadas, relatou o jovem antes. As demais facadas teriam sido dadas pelo próprio filho. O laudo sobre a causa da morte ainda não foi concluído, mas foram encontradas ao menos 17 facadas, segundo o delegado Luís Fernando Lopes Teixeira, da delegacia de chacinas do DHPP.
Suspeito procurado
Segundo a polícia, testemunhas relataram que o estudante desceu do apartamento às 13h25, todo ensanguentado e dizendo que a mãe havia sido morta. Momento antes, o outro rapaz, desconhecido, já tinha deixado o prédio, com a roupa limpa e asseada.
“Esse rapaz pode ter sido usado como um álibi preventivo. Não dá nem para dizer que ele participou ou que tenha visto o crime. Ele (o estudante) pode ter premeditado tudo. Por isso, aproveito para fazer um apelo para que este rapaz se apresente espontaneamente à polícia se ele considerar que não tem nada a ver com este crime”, afirmou Teixeira.
Outras contradições foram vistas pela polícia nas versões apresentadas pelo jovem. Em um dos depoimentos, ele havia afirmado que levou um carroceiro, que recolhia material reciclável na rua, para conhecer o apartamento. Testemunhas que viram a dupla afirmaram, porém, que o jovem estava bem vestido. Além disso, a descrição feita pelo estudante para o retrato-falado não é a mesma feita pelas testemunhas.
Durante o primeiro interrogatório, o filho da vítima chegou a apresentar uma outra versão para o crime. "Ele começou a dizer que tinha sido abordado por dois homens em uma loja de materiais para construção na marginal (Tietê). Eu falei então: 'Chega! Vamos contar a verdade? Aí, ele tentou outra versão. E cada vez que tentava consertar, diante dos questionamentos, só piorava a situação. Até que ele confessou, mas ainda há pontos que não batem", afirmou o delegado.
Segundo Teixeira, em 2009, os pais registraram um boletim de ocorrência no DHPP por desaparecimento do estudante, quando ele saiu de casa sem dar explicações. O casal é separado desde dezembro de 2011.
Tratamento psiquiátrico
O vendedor autônomo Marco Antônio Galasso, irmão de Maria Aparecida e tio do assassino confesso da mãe, disse, ao deixar a sede do DHPP, no Centro de São Paulo, que a "família inteira está chocada" com a confissão do sobrinho. "Ele vai ter que passar por um tratamento psiquiátrico e vamos deixar que a Justiça decida o destino dele", falou, bastante abalado.
Segundo ele, o rapaz não era usuário de droga e nem tinha motivos para cometer o crime. "Ele tinha de tudo, uma mãe excelente, estudou em bons colégios. Não dá para entender", concluiu.
Jovem morre após livrar namorada de atropelamento em SP
Foto: Hélio Torchi/AE
Uma van desgovernada matou um rapaz de 18 anos atropelado na madrugada desta sexta-feira (17), na Travessa Edson Machado, no Jardim Clíper, região de Cidade Dutra, na Zona Sul da capital paulista. Ao ver o veículo descendo na direção dele e da namorada, Sérgio Augusto Martins de Oliveira Barros ainda conseguiu empurrar a jovem para longe do veículo. Ela sofreu apenas ferimentos leves.
Segundo testemunhas, o condutor do veículo e um colega bebiam cerveja do lado de fora do veículo e resolveram ir embora. Ao entrar na Towner azul e descer a ladeira, o motorista teria perdido o controle do carro. Segundo testemunhas, nem chegou a frear.
Sérgio Augusto foi atropelado e prensado contra um muro. Mesmo atendido no pronto-socorro do Grajaú, também na Zona Sul, o rapaz não resistiu e morreu.
O condutor da Towner, segundo testemunhas, apresentava sinais de embriaguez e fugiu para não ser linchado. Minutos depois, foi localizado por um primo em uma farmácia. Após ser atendido na Santa Casa de Santo Amaro, foi levado ao 85º Distrito Policial, do Jardim Mirna.
Fonte: G1/São Paulo - de Agência Estado.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Garota que chora sangue em SP
O caso da adolescente cearense que afirma sangrar pelos olhos quando fica nervosa, triste ou ansiosa está sendo investigado por médicos paulistas. Em Meridiano, no interior de São Paulo, onde a estudante mora há dois meses, ela é conhecida pela população como ‘a garota que chora sangue’. A jovem também relata que sangra em outras partes do corpo. O Hemocentro do Hospital de Base de São José do Rio Preto apura se esses sangramentos são decorrentes de uma coagulopatia (distúrbios da coagulação sanguínea) ou problemas emocionais. Um tipo de tumor é a hipótese mais remota. Só após o resultado dos testes a que ela será submetida será possível definir um tratamento.
Um médico de Meridiano, município de quase 5 mil habitantes, e o prefeito da cidade afirmam ao G1 terem visto o sangramento em Débora Oliveira dos Santos, de 17 anos. A mãe da estudante, que deixou o Ceará com a família em busca de um tratamento para a filha no estado de São Paulo, confirma a história. A prima encaminhou fotos que mostram os olhos da jovem sangrando. Um vídeo também foi postado na internet e exibe uma das crises da garota.
“Eu me controlo para não chorar. Não posso me exaltar bastante porque vou sangrar. Eu ainda não me acostumei. É muito chato eu não poder me expressar. Vou fazer prova, fico nervosa, choro e sai sangue. Alguns meninos e meninas ficam assustados e sentem nojo. Ficam longe de mim. Então eu fico meio que isolada dos demais. A minha sorte é que os professores são a melhor coisa da escola”, diz Débora.
Em entrevista ao G1, Débora conta que eventualmente falta às aulas quando ocorrem os sangramentos. “Há algumas semanas minha camiseta começou a ficar manchada na altura dos mamilos. Quando vi, estava sangrando. É horrível. Quando vou às aulas agora, uso algodão e sutiãs bem alcochoados”, diz a aluna da Escola Estadual Donato Marcelo Balbo.
Envergonhada, a garota conta que seu passatempo é ler livros ou jogar vôlei com os irmãos. “Adoro ler a saga do Crepúsculo. Também sou fã do jogador Giba, da seleção de vôlei. Acompanho todos os jogos do Brasil pela TV. Gostaria de conhecê-lo um dia, mas tenho vergonha porque tenho esse problema de sangramento e não gostaria de sangrar na frente dele. Mas soube que ele também teve um problema no sangue na infância [leucemia] e se curou”, afirma a jovem, que quer ser professora de história.
Parentes contam que Débora começou a sangrar com 14 anos, quando trabalhava como babá e foi agredida por sua patroa no Ceará. Os sangramentos eram somente nos ouvidos e nariz.
Em novembro, a menina passou a sangrar também pelos olhos, couro cabeludo e mamilos, segundo a dona de casa Maria Gorete Oliveira dos Santos, de 43 anos, mãe da garota. E piorou quando o marido dela morreu afogado em maio, no Ceará, tentando salvar um dos filhos. “Foi a vez que Débora mais chorou e sangrou. Precisou ser internada porque já estava entrando num quadro de hemorragia”, conta Maria Gorete.
De acordo com a família da adolescente, em Fortaleza os médicos suspeitaram de púrpura trombocitopenica idiopática (PTI), doença relacionada à coagulação do sangue, caracterizada pela diminuição do número de plaquetas. A PTI, que também pode ser chamada de púrpura trombocitopenica imunológica, quando estiver relacionada ao aparecimento de anticorpos que destroem as plaquetas, provoca sangramentos.
Os médicos cearenses prescreveram Transamin e Dexametasona para Débora tomar, segundo os parentes. Os medicamentos continuam sendo ministrados para controlar a coagulação sanguínea. Apesar disso, os remédios não acabaram com os sangramentos, segundo Maria Gorete.
“Como no Ceará os médicos não souberam dizer o que minha filha tem direito, e os remédios não trouxeram a cura, saí de lá e vim para São Paulo. Foram os próprios médicos cearenses que me disseram para vir a São Paulo tentar buscar alguma resposta para saber o que minha filha tem. Também falaram que pode ser algo emocional porque a menina apanhou da ex-patroa. Estou confusa. Tenho parentes aqui que me disseram que os médicos paulistas poderiam ajudar no caso da menina e vim em busca de uma resposta e um tratamento para ela”, diz Maria Gorete, que está morando numa casa em Meridiano com mais cinco filhos. O aluguel é pago por seus parentes.
O G1 não conseguiu localizar a ex-patroa de Débora e os médicos que a atenderam no Ceará para comentar o assunto.
Meridiano
Em Meridiano, um clínico-geral diz ter ficado "abismado" ao ver a jovem entrar no seu consultório. “Fiquei abismado quando vi o sangue escorrer pelos olhos dela porque ela aparentemente não tinha causa externa de arranhadura. Me indagava de onde vinha aquele sangramento”, afirma o médico Orlando Cândido Rosa Filho.
O prefeito de Meridiano, José Torrente (PTB), diz que a sua administração fará o que for possível por Débora. Ele conta que também ficou assustado ao saber do caso.
“Eu nunca vi igual, saía sangue do olho, cabelo, para todo lado. É um trem que nunca vi. É um trem esquisito. Ela se enervou e foi no banco da pracinha e chorou. Mas em vez de sair água saiu sangue. Se assustaram e ligaram para minha esposa, que socorreu. Isso aconteceu mesmo. Achei que fosse menstruação, mas que ao invés de sair por baixo saía pelos olhos. É incrível. Todo mundo se assustou”, diz o prefeito, que está oferecendo o medicamento para a garota.
A prima de Débora, Diana Viana de Oliveira, de 25 anos, técnica em enfermagem no Posto de Saúde de Meridiano, afirma que seus parentes que vieram do Ceará não têm muitos recursos. “Minha tia e meus primos ainda procuram emprego aqui. Alugamos uma casinha para eles, mas eles não possuem móveis, roupas”, diz Diana.
De acordo com Diana, enquanto algumas pessoas se sensibilizaram com o caso de Débora e a ajudam com mantimentos, outras, no entanto, acham que os sangramentos são decorrentes de falta de espiritualidade. “Já chegaram a mandar minha prima rezar muito. Mas ela é evangélica e ora todos os dias. Só não tem ido muito à igreja por causa do preconceito de alguns”, diz.
Hematologista
Procurado para comentar o caso de Débora, o hematologista Paulo Antonio Zola, patologista clínico e hematologista do Hemocentro do Hospital de Base de São José do Rio Preto, afirma que a adolescente será submetida a um mielograma, exame para investigar se a medula óssea tem algum problema na fabricação das células sanguíneas.
Segundo Zola, que não viu a jovem sangrar, quando as plaquestas deixam de coagular o sangue, há sangramentos por várias partes do corpo. “Sai por todo lugar, pelo nariz, gengiva, boca, urina. Não é que ela chora sangue, a lágrima vem com sangue. A saliva sai com sangue. Sai sangue da gengiva, ouvido, sai sangue do olho, intestino etc. Porque todo nosso corpo tem coagulação. Onde tem coagulação sai sangue. É incorreto afirmar que a paciente chora sangue. Ele chora lágrimas com sangue. Lágrimas maculadas com glóbulos vermelhos."
De acordo com o médico, há registros de outros casos parecidos com os sintomas dos de Débora no Brasil e no mundo. Por esse motivo, é necessário analisar os exames que ela já realizou. “Os médicos cearenses fizeram um ótimo trabalho. O mais provável é que Débora tenha coagulopatia como causa do sangramento, mas também tem de ser investigado esse histórico dela de um possível problema emocional. Se nenhuma dessas hipóteses for comprovada, ela terá de ser submetida a uma tomografia para saber se tem câncer em alguma parte do corpo."
Parentes afirmam que Débora já havia feito tomografia e nada tinha sido detectado.
Caso fique comprovado que ela tenha uma PTI, por exemplo, Zola sugere tratá-la até com quimioterapia. "A quimio não é usada só para tratamentos de câncer. Em último caso, existe a possibilidade de esplenectomia, que é a retirada do baço. Ele é o filtro das células e destrói as plaquetas do sangue quando as células estão alteradas.”
Débora fará o exame no dia 4 de julho. Até lá, a jovem continuará passando por tratamento psicológico e tomando remédios para controlar a ansiedade e nervosismo. “Chorar? Não quero. Não posso chorar nem de alegria. Senão é sangue para todo o lado”, diz.
Fonte: Kleber Tomaz Do G1 SP
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